sábado, 30 de abril de 2011

John Wesley

 




"Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar" - John Wesley (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)

"Eu considero todo o mundo como a minha paróquia; em qualquer parte que eu esteja, eu considero que é certo, correto e o meu sagrado dever declarar a todos que estejam dispostos a ouvir, as boas novas da salvação." - John Wesley

"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley
(Citações do livro "On Earth as it is in Heaven" por Stephen L Hill)
 
O Grande Reavivamento dos anos 1739 - 91 é freqüentemente chamado de Reavivamento Wesleyano. É que, embora Deus tivesse usado grandemente George Whitefield, os dois irmãos Wesley e dúzias de pregadores leigos para acender o fogo de reavivamento, John Wesley pregou em mais lugares, a mais pessoas e durante um maior número de anos do que os outros. Ele também fez mais para conservar o fruto do reavivamento. John Wesley foi claremente o líder escolhido por Deus para este impressionante despertamento espiritual. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

John Wesley nasceu no dia 17 de junho de 1703, em Epworth, Lincolnshire, Inglaterra. Com dezessete anos ele começou estudar teologia na faculdade de Oxford, e recebeu sua diploma de bacharel em 1724 e seu doutorado em 1727. Ele foi consagrado ministro da igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra) em 1724. John continuou na faculdade de Oxford, onde ele era membro do Conselho da Faculdade Lincoln e professor de grego.

Em 1729 Charles Wesley, o irmão de John, e mais dois estudantes começaram um pequeno grupo que se reunia para oração, estudo bíblico e encorajamento mútuo. John logo tornou-se o líder do grupo, que era chamado o "Clube Santo". Eles usavam um sistema metódico de auto-exame e auto-disciplina, e por este motivo foram chamados de 'metodistas' por alguns. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 e 15 membros, com um máximo de 25. Um outro jovem chamado George Whitefield juntou-se ao grupo depois de alguns anos, tornando-se um grande amigo de John Wesley.

Em outubro de 1735 John e Charles Wesley viajavam para América como missionários, porém depois de um pouco mais que dois anos, John voltou a Inglaterra, em fevereiro de 1738, preocupado com sua própria salvação. "Fui para a América converter os índios", ele lamentou, "mas, oh, quem vai me converter?". Poucos meses depois, no dia 24 de maio, John teve uma experiência na qual ele obteve a certeza da sua salvação pelá fé. Poucos anos depois, John e outros membros do Clube Santo tiveram uma experiência poderosa de enchimento com o poder do Espírito Santo:

No dia do Ano Novo, 1739, John e Charles Wesley, George Whitefield e mais quatro membros do Clube Santo fizeram uma festa de amor [santa ceia] em Londres. 'Cerca de três da manhã, enquanto estávamos orando, o poder de Deus caiu tremendamente sobre nós, a tal ponto que muitos gritaram de alegria e outros caíram ao chão (vencidos pelo poder de Deus). Tão logo nos recobramos um pouco dessa reverência e surpresa na presença da Sua majestade, começamos a cantar a uma voz: "Nós te louvamos, ó Deus; Te reconhecemos como Senhor"'. Este evento foi chamado de Pentecoste Metodista. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
A partir deste dia, um grande avivamento começou. Dentro de um mês e meio, George Whitefield estava pregando para multidões de milhares, com John Wesley fazendo o mesmo dentro de três meses. Com apenas 22 anos de idade, Whitefield começou a pregar ao ar livre:

As multidões aumentavam diariamente até chegar a vinte mil ouvintes. Os mais ricos ficavam sentados em seus coches e outros em seus cavalos. Alguns sentavam nas árvores e em toda parte o povo se reunia para ouvir Whitefield pregar. Todos eram às vezes levados a chorar, conforme o Espírito de Deus descia sobre eles.
Whitefield continuava insistindo com Wesley para ir a Bristol e ajudá-lo. Em abril, Wesley ficou ao lado de Whitefield em Kingswood, ainda questionando se era adequado falar fora do prédio da igreja. Naquela noite Whitefield pregou sobre o Sermão do Monte. De repente compreendeu que Jesus também pregara ao ar livre. Whitefield voltou a Londres e no dia seguinte Wesley pregou então a três mil ao ar livre em Kingswood. Ele permaneceu em Bristol durante dois meses, mais ocupado do que nunca. Seus cultos das 7 horas da manhã de domingo geralmente tinham de cinco mil a seis mil ouvintes.
Ali, para surpresa de Wesley, ele começou a observar o Espírito Santo convencendo poderosamente as pessoas de seus pecados enquanto pregava. Indivíduos bem vestidos, amadurecidos, repentinamente gritavam como se estivessem em agonia. Tanto homens como mulheres, dentro e fora dos prédios das igrejas, tremiam e caíam no chão, Quando Wesley interrompeu seu sermão e orava em favor deles, logo encontravam paz e rejubilavam-se em Cristo.
Um quacre [membro de uma seita evangélica], grandemente aborrecido com os gemidos e gritos das pessoas que eram convencidas de seus pecados, foi repentinamente atirado ao chão em profunda agonia por seus próprios pecados. Depois de Wesley ter orado, o quacre exclamou: "Agora sei que és um profeta do Senhor". Cenas similares ocorreram em Londres e Newcastle. Wesley não encorajava essas reações emocionais e declarou que poderia haver casos de fingimento. Ele falava sempre em voz calma e controlada, sem mostrar emoção. Mas reconheceu também que o poder de Deus estava operando, convencendo e transformando pessoa após pessoa.
Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento

Whitefield continuo pregando a milhares, na Inglaterra e nos Estados Unidos, até sua morte, aos 56 anos, em 1770. Ele e o John Wesley tiveram uma diferença de teologia, com o Whitefield se tornando calvinista e associando-se à igreja Presbiteriana, porém os dois permaneceram grandes amigos. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguém perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. "Temo que não", ele respondeu, "ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele".

O ministério de evangelismo do Wesley continuou a crescer, e ele começou a criar "sociedades de avivamento" nos lugares onde ele ministrava. Este grupos pequenos se reuniam para oração, encorajamento e estudo bíblico. No início Wesley encorajava os grupos a permanecer na Igreja na Inglaterra, mas diferenças com a igreja a respeita a seu estilo de pregação ao ar livre, sua mensagem de salvação pela fé, e sua utilização de leigos como pregadores e líderes das sociedades, levou ao estabelecimento da igreja Metodista.

John Wesley viajou extensivamento, na Inglaterra e na Ámerica, e o fogo de avivamento se espalhou rapidamente. Em agosto de 1770 havia 29.406 membros, 121 pregadores e 50 zonas na Inglaterra e 4 pregadores e 100 capelas nos Estados Unidos. Quando Wesley morreu, no dia 2 de março de 1791, havia mais de 120.000 metodistas nas suas sociedades.

Creditos: blog http://www.avivamentoja.com/

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Selinhos
















O Face the face ganhou mais estes dois selinhos.
Agradecimentos ao meu irmão em Cristo, Claudio do Blog  http://vivendocomoservo.blogspot.com/    Obrigada amigo pelo carinho e consideração, que Deus o abençoe rica e poderosamente.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Graça de Deus e o Perdão






















A graça de Deus enche o coração do ser humano do amor de Deus, inunda de amor para perdoar pecados, alivia a alma e a consciência do pecador do sentimento de culpa, e garante a vida eterna no porvir. Isto tudo é parte das riquezas incomensuráveis da Graça de Deus. A aceitação da GRAÇA DE DEUS pelo homem elimina o sentimento da necessidade de boas-obras para a salvação: é de graça! Jesus já fez a maior das boas obras por nós no Calvário: morreu pelos nossos pecados!Foi sacrifício substitutivo, redentor.A Graça de Deus envolve o pecador de tanto amor, de tanta ternura, que ele não consegue se desvencilhar da Graça e do amor de Deus: “De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: “Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atraí.”(Jr. 31:3).Mas, O QUE É A GRAÇA DE DEUS? A Graça é o favor constante e sempre pronto de Deus, imerecido pelo homem pecador. Graça é a nova e última revelação de Deus: “Porque a Lei foi A GRAÇA DE DEUS E O PERDÃO dada por intermédio de Moisés; a Graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” (Jo.1:17). Graça é a disposição de Deus em contemplar o homem com bênçãos, não por motivo de alguma bondade nele, mas por motivo de Seu Amor e da Obra redentora de Cristo na Cruz: “Mas Deus sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela Graça sois salvos, e juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.”(Ef. 2:4). Graça é uma oferta livre e espontânea, à disposição do homem. A Graça é Dom (dádiva) de Deus ao homem: “Porque pela Graça sois salvos por meio da fé;e isto não vem de vós, é Dom de Deus!”. (Ef. 2:8). E QUAL É A BASE DA GRAÇA DE DEUS? Se a Graça é o favor de Deus imerecido pelo homem, qual a Graça dos homens em relação a Deus? Nenhuma! A base da Graça de Deus é o Seu amor incondicional: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16). A base da Graça de Deus está também no Sangue de Cristo que satisfez aJustiça divina: “Visto que a Justiça de Deus se revela no Evangelho, de fé em fé, como está escrito: O Justo viverá por Fé!”. (Rm.1:17).E QUEM TEM O DIREITO DE RECEBER A GRAÇA DE DEUS?Tem o direito em receber a Graça de Deus todo homem pecador que reconheça o valor deste favor divino.Tem direito à Graça de Deus quem já perdeu as esperanças de se justi ficar por meio das obras: “Porque pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef.2:8 e 9). Tem direito à Graça de Deus quem compreendeu, aceitou e recebeu o amor de Deus revelado em Cristo: “Porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés, a Graça e a verdade vieram por intermédiode Jesus Cristo.” (Jo.1:17).Tem direito à Graça de Deus quem con a no valor expiatório do Sangue de Cristo: “Mas a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder (direito) de serem feitos lhos de Deus, a saber aos que crêem em Seu Nome (Jesus).” (Jo. 1:12) Louvamos a Deus pela manifestação de Sua Graça, pelos benefícios que ela traz ao homem pecador arrependido: Salvação, que ensina a viver piedosamente, ensina a esperar a manifestação da glória de Deus, e remir-nos de toda a iniquidade.Querido irmão, querida irmã: eu e você somos frutos da Graça de Deus. Se não fora a Graça de Deus em nossa vida, já teríamos sido consumidos. Mas a Graça de Deus nos tem sustentado até aqui. A Ele toda a Glória e todo o louvor. “... mas onde abundou o pecado superabundou a Graça!” (Rm. 5:20)

Dia 24 de Abril Paulinho, meu amado filho espiritual recebeu o seu batismo no Espiríto Santo, Jesus tu és único, obrigada Senhor porque tú és misericordioso e nós ama muito, mesmo que nós não mereçamos, te agradeço pelo renovo na vida do Paulo, que o Senhor o proteja sempre e continue a abençoa-lo.

domingo, 10 de abril de 2011

Verdade ou Mentira????

 
O representante das Testemunhas de Jeová no Rio de Janeiro, pronunciou-se sobre o caso do assassino que tirou a vida de várias crianças numa escola estadual. Até o momento, não existia algo de concreto que pudesse associar tal criminoso a denominação religiosa, apenas informações de um amigo do assassino que dizia ter sido Testemunha de Jeová e que ambos tinham sido expulsos.
Com certeza, seria exagero e uma inverdade, associar as Testemunhas de Jeová, um incentivo a criminalidade ou que adeptos ou ex-adeptos poderiam a qualquer momento sair atirando nas pessoas. Isso realmente não procede!
Porém, o pronunciamento desse representante fez acender uma luz vermelha de preocupação. Por que ele mentiu nas suas declarações? Isso fica flagrante em vários trechos que vamos analisar aqui.
CITAÇÕES DA REPORTAGEM

O superintendente do circuito RJ-07 das Testemunhas de Jeová, Antônio Marcos Oliveira, negou que Wellington Menezes de Oliveira, autor do massacre em uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro, foi expulso de sua congregação por discordar da postura religiosa da entidade, em 2009. Segundo ele, enquanto criança, o criminoso frequentou o templo, que atualmente está instalado no Jardim Sulacap, na zona oeste da cidade, mas desistiu da crença no início da adolescência."Nenhuma testemunha de jeová pode ser excluída de sua congregação", disse.

ANÁLISE DO NOSSO BLOG

Aqui começa a primeira mentira. Toda Testemunha de Jeová bem sabe que existem duas formas de sair dessa denominação religiosa. Uma, é pedindo um desligamento, chamado de dissociação. Outra forma, é sendo expulso da congregação, procedimento chamado de desassociação. Em ambos os procedimentos, as pessoas que saem ou são expulsas, são vítimas de discriminação religiosa e morte social, pois nenhuma Testemunha de Jeová pode mais falar com tais pessoas, pois viraram impuros. Quem desobedecer aos líderes das Testemunhas de Jeová, também podem ser expulsos se conversarem com ex-adeptos.

CITAÇÕES DA REPORTAGEM

Antônio Marcos Oliveira argumentou que o templo não trabalha com cadastramento de membros e, por esse motivo, a reportagem do UOL Notícias não teve como checar se os nomes de Wellington e do suposto melhor amigo constam em uma hipotética lista de fiéis.

ANÁLISE DO NOSSO BLOG

Mais uma mentira, que levanta suspeitas sobre a real intenção desse pronunciamento. Todas Testemunhas de Jeová batizadas e simpatizantes aprovados na congregação, possuem um cartão de identificação, com endereço e todas as atividades teocráticas feitas na congregação. Ou seja, está a disposição para todos os anciãos (pastores) das Testemunhas de Jeová analisarem na hora que quiserem. Por que tal encobrimento da verdade? Por que esconderem tais informações?

Fonte da reportagem: Fonte original da materia, blog do Pascoal Naib
 http://extestemunhasdejeova.blogspot.com/2011/04/por-que-o-representante-das-testemunhas.html

domingo, 3 de abril de 2011

Andando sobre as águas















Com Jesus tudo fica mais fácil...

Certa vez, Jesus mandou que seus discípulos fossem adiante dele para o outro lado do Mar da Galiléia. Então, o Mestre despediu a multidão e foi ao monte orar (Mateus 14.22). Em princípio, esta não seria uma situação complicada para os 12, porque alguns deles eram pescadores experientes e sabiam navegar muito bem. Além disso, a visibilidade era boa, pois o dia ainda estava claro. Certamente, poderiam atravessar o mar sem que Jesus estivesse com eles.

O início da viagem parece ter sido tranqüilo. Contudo, o tempo passou e a tarde chegou (14.23). De repente, começou uma ventania e o mar ficou bravio (14.24). A noite caiu e eles não conseguiam chegar ao outro lado. Já estavam no meio do mar, mas o vento contrário não os deixava avançar. Viram-se então em apuros, em perigo, correndo risco de naufrágio e morte.

Podemos comparar esta cena às nossas vidas ou algum momento vivido. Temos tantos alvos, propósitos, objetivos. Queremos chegar a algum lugar, alcançar a concretização dos nossos sonhos e projetos. No primeiro momento, pensamos que conseguiremos sozinhos, por conta própria. Afinal, somos fortes, capazes e experientes. Sabemos aonde vamos. Conhecemos a rota, os remos, as velas e a maré. Entretanto, o tempo passa e a tempestade vem. A noite chega e os ventos se tornam contrários. Os impedimentos se multiplicam e muitas forças querem nos impelir na contramão dos nossos planos. Quando procuramos a ajuda dos nossos amigos, vemos que todos estão no mesmo barco e na mesma dificuldade.

No meio do mar revolto, os discípulos perderam o controle da embarcação, que era arremessada pelas ondas de um lado para o outro. Porém, o texto nos diz que, na quarta vigília da noite, depois das 3 horas da madrugada, Jesus foi até eles (Mt.14.25). O Mestre não os abandonou. Vemos naquele versículo a manifestação da misericórdia divina. Todavia, eles podem ter questionado: por quê Jesus demorou tanto? Nossa idéia de tempo é diferente da idéia que Deus tem. Afinal, ele vive na eternidade. Nós vivemos na ansiedade. Queremos tudo imediatamente. Esperar é um sacrifício, principalmente para o homem moderno. Muitas vezes, Deus não nos socorre imediatamente porque ele tem um propósito nisso. É o tempo necessário para valorizarmos mais a sua presença, clamando pelo seu nome em oração. Enquanto isso, esgotam-se as nossas forças, nossos recursos e nossa auto-confiança. Somos desafiados a crer somente nele.

Jesus vem ao encontro daqueles que estão no meio da tempestade, perdidos, amedrontados ou até desesperados. Muitos momentos da vida se parecem com aquela situação dos discípulos. A tormenta de cada um pode ser o conflito conjugal, a separação, a solidão, a enfermidade, o desemprego, o aperto financeiro, a falência, etc. Nesse momento difícil, é preciso erguer os olhos e ver Jesus (14.26). Ele é a nossa única esperança.

Cristo vinha andando sobre o mar, pisando sobre aquilo que os discípulos temiam. Ele é soberano, domina sobre todas as coisas e supera todas as nossas expectativas. Os discípulos o viram, mas não o reconheceram. Jesus então lhes disse: “Tende bom ânimo. Sou eu. Não temais.” (14.27). Eles estavam amedrontados e desanimados, mas o Senhor lhes trouxe a sua palavra para encorajar, erguer e animar. Ainda hoje, este é o efeito da palavra de Deus sobre nós.

Pedro, o mais atirado do grupo, disse a Cristo: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas” (14.28). E ele lhe disse: “Vem” (14.29). Jesus veio até nós, mas nós também precisamos ir até ele, ou seja, ele nos socorre, mas nós precisamos crer e aceitar a sua ajuda. Não vamos esperar que ele resolva tudo sem o nosso conhecimento ou sem a nossa participação. Pedro precisou sair do barco e caminhar até o Mestre.

Apesar de toda a complexidade da situação, os discípulos ainda confiavam no barco. Precisavam confiar apenas em Jesus. O barco é aquele último recurso terreno que nos impede de caminhar com o Senhor. Precisamos descer, renunciando àquilo que nos prende.

Pedro desceu, mas 11 discípulos continuaram a bordo. A maioria não foi tão longe. Todos queriam o Mestre, mas não estavam dispostos a correr grandes riscos para se aproximarem dele. As maiores experiências com Deus estão reservadas para aqueles que são mais ousados. Isto não significa fazer qualquer loucura, mas apenas atender à palavra de Deus, saindo da zona de conforto e indo além dos limites humanos. Pedro ouviu a voz do Mestre dizendo: “Vem”. Sobre a palavra de Jesus, Pedro depositou sua fé. Além de crer, ele também agiu. Temos então: palavra, fé e ação. O resultado é o milagre.

Aos olhos humanos, a ação de Pedro era um suicídio, perda total, o fim. Contudo, aquele ato de fé era o início de uma jornada extraordinária.

Jesus não arrancou Pedro do barco. Ele precisou demonstrar o exercício de sua própria vontade ao descer e caminhar. Era uma questão de escolha, decisão e iniciativa. Da mesma forma, Jesus continua chamando a muitos. Ele diz: “Vem”. Ele nos chama para uma vida sobrenatural, para andar sobre as águas. Pedro andou (14.29). Ali aconteceu o imprevisível, improvável e impossível. Pedro encontrou segurança e firmeza no meio da instabilidade. Se você crê em Jesus, o impossível pode acontecer. Deus pode trazer soluções inimagináveis. Contudo, isto não se concretiza simplesmente a partir da nossa vontade, embora possamos pedir, como Pedro fez. O fator determinante é uma palavra de Jesus a nosso favor. Se cremos na palavra de Deus e agimos de acordo com ela, em obediência, o sobrenatural acontece.

Pouco depois de descer do barco, tendo dado alguns passos sobre as águas, Pedro começou a afundar (14.30). Por quê isso aconteceu? Está escrito que ele “sentiu o vento forte”. O que percebemos com os sentidos físicos pode ser contrário à fé. Para andar com Jesus não podemos depender de sentidos ou sentimentos. Vamos sentir, ver e ouvir muitas coisas contrárias, mas a nossa fé está firmada na palavra de Deus.

O fato de Pedro ter começado a afundar nos mostra a fragilidade humana, até mesmo dos grandes homens de Deus. Todos os apóstolos viram que Pedro não era infalível nem igual a Jesus, mas dependente dele. Assim, a nossa fé não pode depender dos servos de Deus que conhecemos hoje ou daqueles que já morreram.

Quando começou a afundar, Pedro clamou pela ajuda de Jesus: “Senhor, salva-me” (14.30). Não adiantaria pedir ajuda a outra pessoa. Pedro clamou ao Senhor e foi salvo da morte. Da mesma forma, em se tratando de salvação das nossas almas, só Jesus pode nos ajudar, pois só ele é o Salvador. Está escrito: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm.10.13).

Naquele momento, todos os discípulos foram salvos, porque Jesus entrou no barco e o ventou cessou. Aquela circunstância tão adversa foi útil para que eles conhecessem um pouco mais sobre Cristo, seu poder e sua divindade (14.33). Assim acontece conosco. Deus permite que passemos por situações difíceis para que tenhamos novas experiências pela fé e o conheçamos um pouco mais. Teremos, então, novos motivos para louvá-lo e adorá-lo.

O versículo 34 nos diz que eles chegaram ao outro lado do mar. Sozinhos não conseguiriam, mas, com Jesus no barco, a chegada é garantida. Não vamos desistir nem naufragar. Muito além de alcançar nossos objetivos neste mundo, o mais importante é que, com Jesus, chegaremos ao reino celestial e com ele viveremos eternamente.